Entrevista para StylingProjectMag por Pedro Crispim

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Existe uma diferença entre a Raquel para a família e amigos e a Raquel Prates, figura publica?

Apesar da essência ser a mesma, existem sempre diferenças.

Sou menos tímida em família, e tenho imenso sentido de humor. Uma característica que só os que estão mais perto conhecem.

 

O que se recorda da sua infância?

Que foi rodeada de muito amor e feliz.

De ser uma criança muito irrequieta, e de a minha mãe ter imensa paciência para me aturar.

 

Qual o papel da família na sua vida?

É tudo. Apesar de ser adulta, ninguém me retira o conforto e segurança que sinto quando estou com a minha família. É de uma felicidade amena e por vezes mesmo sublimada.

Continuamos juntos e unidos. Tenho muita sorte.

 

A quem recorre primeiro para pedir dicas ou conselhos?

Sempre á minha família. Marido, mãe, irmão, primo. Sei que me vão defender ou “chamar á razão”, com a mesma honestidade.

 

É uma mulher racional ou mais de emoções?

É curioso como nos vamos modificando com a idade, e com as vicissitudes da vida. Já fui muito mais pragmática e racional. Actualmente, comecei a deixar cair a “armadura”, sou mais sentimental e emociono-me com facilidade.

 

Se não vivesse em Portugal, onde se via a morar? Porquê?

Teria de ter várias vidas, para suprimir a vontade de conhecer novos lugares. E ter a oportunidade de viver em cada um deles durante uma temporada, para conseguir responder correctamente a essa pergunta. Actualmente escolhia Tóquio. Mas confesso, quem me tira Portugal, também retira um pouco de mim.

 

Qual a sua ligação á moda?

Começou com a curiosidade. A minha mãe sempre teve uma vertente estética invulgar e rara. Sempre foi uma inspiração.

Depois tive o privilégio de conhecer e privar com artistas, pessoas que utilizavam também o que vestiam como forma de comunicar. Algumas até bastante exuberantes.

Para mim a moda, também é uma arte. Sempre fui muito atenta a todas as expressões artísticas e sociais.

 

Quais os seus designers Nacionais e Internacionais de eleição?

Seria uma resposta muito extensa. Só posso de falar de colecções, isto porque, o processo criativo e também a vertente comercial são difíceis de “casar”. Existem peças maravilhosas mas impróprias para consumo (literalmente), e depois existem peças menos “excessivas”, mas que são elaboradas de forma brilhante. Sempre fui uma apaixonada pela alfaiataria também.

 

A Raquel é de facto uma referência de estilo a nivel Nacional, considera-se uma mulher elegante?

Tenho dias (risos)…

Quais são as características principais de alguém elegante?

Essa pergunta é sempre um pouco injusta, mas para mim, ser elegante ultrapassa o bem vestir ou vestir bem.

É saber ser, é sentir e praticar responsabilidade social, é estar atenta ao que a rodeia (e não ao seu próprio umbigo), é mesmo até uma questão de timming.

 

Vê-se que entende o poder da imagem, qual a importância que dá á sua imagem pessoal?

Nunca me fizeram essa pergunta … acho que dou importância ao meu bem-estar. Desculpa a decepção (risos), é a pura das verdades.

Esta sempre a correr e cheia de novos projectos, o que faz precisamente neste momento a nível profissional?

Adoro trabalhar e confesso que até exagero muitas vezes pelo facto de achar que o céu não é o meu limite.

Actualmente sou apresentadora da FashionTV, Directora de arte e curadora de exposições de artes visuais, directora da UP Boutique (que promove, divulga e comercializa novos designers), e brevemente directora geral de um novo espaço que vai abrir no centro de Lisboa, que inaugura um novo conceito em Portugal.

 

Aos muitos eventos para os quais é convidada a Raquel só vai a alguns, quais os critérios de selecção?

Passam por questões profissionais e muito importante, pela companhia.

 

Qual foi o seu primeiro projecto em Televisão? Gostaria de voltar á Televisão de forma regular?

O saudoso Portugal Radical. E sim, gostaria de ter um projecto nesse sentido.

Em que programa de televisão se via neste momento?

Naquele que não existe (risos), acho que sempre trabalhei para minorias, e esse espaço já não existe em TV.

Mas gosto do conceito da Sic Mulher.

Via-se a apresentar um Reality Show?

Consoante as regras do próprio jogo. Não abdico dos meus princípios e valores.

Sente-se feliz com o seu percurso? Quais os seus objectivos futuros?

Tenho momentos de felicidade. Não considero a felicidade como um sentimento constante. E quanto aos objectivos futuros, sou terrível, gosto de me desafiar e a minha cabeça nunca pára.

Como é dar voz a marcas de moda, que até então não a tinham?

Um privilégio. Poder ter a capacidade de chamar a atenção para o enorme talento que as gerações mais jovens têm, é muito recompensador. Gostaria que a imprensa da especialidade, tivesse uma maior atenção ao que se faz cá. Mas entendo que a sobrevivência das grandes estruturas tem prioridade.

São critérios…

Talvez, sou eu, que tenho uma forma de estar diferente… (sorriso).

 

 Imagem de Carlos Ramos
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