(coisas que ele escreve no FB e que eu adoro)

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Uma
buraco, tesouro, cofre, alvéolo, arca, tesouro, baú, estojo, mina…
Um infindável espaço onde se guarda uma parte de tempo, ruiu.
Há-de ruir, sempre.
Convém explicar que a minha vida se resume a caixas.
Caixa.
Nocturna ou diurna lá me encerro.
Uma caixa só é caixa se for inviolável, é o adn e definição da mesma.
Quando uma caixa abre uma brecha, já não é mais caixa,
É somente algo roto, quebrado que perdeu tudo o que guardava.
Na sua essência, ávida, é feita da distinção que existe entre caixa e sacos rotos.
E quando a nossa caixa se verte…
O mundo afunda e nós com ele.
Na proporção dos dias por nascer,
Algo que faz de nós lembrança
E simultaneamente força,
Para recuperar momentos que julgávamos sepultados.
Não adianta remendar uma caixa, é da natureza delas não serem remendadas.
Antes… vale,
com todas as nossas mãos construir uma nova,
devagar…
E zelar para que não rompa outra vez!

João Murillo

Imagem de Carlos Ramos

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