LIKE IT OR NOT?

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Entre conversas, post’s, afirmações, imagens e todas as coisas que partilhamos no facebook, o balanço é, quase sempre, medido em “Gostos” ou “Likes”. Isto suscita muita vezes interrogações e comentários.

Quem nunca foi interpelado com a questão:

– Nem sequer fizeste “like”… e era uma coisa tão gira, ou tão emocional, etc.
Confesso que fico sem saber o que responder. Entre tanta informação que percorre o feed do FB, nem sempre conseguimos chegar a todas. É fácil escapar-nos um post ou comentário, e torna-se uma impossibilidade gostar, por mais que se queira, do desconhecido.

Atenção que entendo que em alguns destes casos até se trata de assuntos importantes pelas mais variadas razões.

Também me questiono sobre a quantidade e frequência de vezes que isso pode acontecer?

Em comentários ou posts que encobrem uma chamada de atenção, uma solidão implícita, ou mesmo um acto de amor e amizade… e eu não cliquei no like? Ou pior… não têm nenhum like!! E que mais tarde ou mais cedo ficaram encobertos numa cronologia ou mesmo apagados por pudor, tristeza, ou sensação de abandono.

A forma como nos relacionamos tem vertentes e particularidades na forma de comunicar, muitas nunca foram exploradas e têm vindo a desenvolver-se por patamares virtuais, e como sempre não trazem um livro de instruções.

A verdade é inevitável, a grande maioria de nós, conta os likes (que parvoíce… não é?), e se forem muitos ficamos felizes (esta parte é boa!!), mas ao espremer tudo o que sobra??

Sobra a nossa partilha, mesmo que tenha sido numa hora em que éramos os únicos online, ou mesmo que ninguém tenha gostado.

Aliás, numa grande ,maioria das vezes o “gosto” ou “Like” não é dirigido ao conteúdo do post, mas sim ao acto de partilha que um dos nossos amigos efectuou. Ninguém gosta de um post sobre um cão abandonado (quem me dera acreditar no que acabei de escrever, até porque provavelmente quem o abandonou também tem FB, e é só um dos ilimitados exemplos), nós gostamos do acto de partilha do nosso amigo, que nos permitiu ter acesso à informação e também partilha-la para aumentar a possibilidade de encontrar uma solução.

Enfim, temos que começar a relativizar e consagrar tanta emocionalidade a estes acontecimentos. A nossa vida não é virtual. Ganhou muita coisa com esta nova “Janela”, mas também perdeu outras tantas…

Raquel Prates

 

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