A insustentável necessidade de extremar.

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Na nossa sociedade é, cada vez mais, frequente a imposição de novos “rótulos”, normalmente por oposição a conceitos (previamente impostos) passíveis de ser censurados. Até aqui, até é compreensível, mas e quando o “barco” cai, a todo o vapor, para o extremo oposto?

Os padrões de beleza estão sempre a ser colocados em causa, e são sempre discutíveis porque cada um de nós tem o seu próprio conceito. E, até por isso, é sempre bastante abstracto.

Neste processo, algo esquizofrénico, há sempre vários perigos que se manifestam.
Um dos quais é quando se associa uma imagem a um novo estereótipo de beleza como matriz, na minha opinião pouco ou nada saudável.
Não discuto se esta mulher é bonita, porque é, mas está doente.
Sofre de um distúrbio, que pode ser alimentar, hormonal, etc… É igualmente grave ao das mulheres demasiadamente magras e que tantas vezes já falámos e vimos nas passarelas internacionais.
Este é mais um exemplo quando se tenta defender um ponto de vista apresentando não uma solução (saudável) mas uma alternativa igualmente nefasta, um outro problema com um embrulho diferente.

E este tipo de marketing “imediato” não é bonito, é manipulação e demonstra uma doença social. Para fazer valer uma opinião válida, não é necessário cair no extremo oposto. Os pontos de vista extremados, raramente revelam bom senso. 🙁

 

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3 Comments
  1. Faz sentido o que diz, mas penso que a ideia aqui será fazer ver que esta imagem é tão válida como as outras (de modelos demasiadamente magras).
    Está imagem é válida, assim como a de uma velha, de uma normal, de uma anã e por aí em diante.
    Sim, não é saudável porque é obesa, mas isso é problema dela. A magra pode ser saudável se tiver um peso normal mas ser doente, enfim…
    Todos somos pessoas e todos podemos estar onde quer que estejamos, seja na rua, seja num editorial.

  2. Concordo com o que diz. Aliás, tudo o que é extremado é indesejável. Em tudo na vida o equilibrio é essencial. No caso da estética, o conceito não pode ser a magreza nem a obesidade e tudo se conciliaria se o primeiro objectivo a atingir fosse a saúde. Atingir-se-iam padrões normais e a estética viria por arrasto.

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