Sinto que sempre fui tolerante.
Acho que a formula de resolução e pacificação pessoal se transmite naturalmente aos outros. É um sinal de bem estar individual e consequentemente geral.
Hoje dei por mim a tentar entender como chega a tolerância a tantos que nos rodeiam e que se nota, descaradamente, que a tolerância ainda não lhes bateu à porta?
Poderão os mesmos tomá-la em doses profiláticas, em jejum, ou com o pequeno almoço? Em cápsulas generosamente decoradas, compradas na farmácia? Já haverá genérico? Serão comparticipadas?
NÃO!
A tolerância é um exercício diário, e nos dias que correm … diria horário. Tem a ver com a disciplina e o auto-controle que devemos cultivar e acarinhar, mesmo perante as provocações que se multiplicam.
É fácil?
Não é quantificável. Depende de cada um de nós, das nossas características e do tamanho das agressões exógenas. Posso garantir que, na minha opinião, nunca foi tão problemática esta questão. Não por nós mas pelas situações “melindrosas” a que estamos sujeitos. Mas isso também é gratificante pelo desafio.
Não vamos confundir tolerância com conformismo, mas sim cultivar o nosso bem estar. Porque conformista não sou e também acho que está na altura de muitos BASTA!… pelo respeito por mim e pelo colectivo onde estou inserida. Apesar de tudo, sejam adversidades, contrariedades ou até momentos de conforto ao invés de confronto… Vale a pena sermos tolerantes!
Asseguro. 😉









