Atenção: crise de mau feitio.

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Desculpem a ausência.

Nem sempre é fácil conseguir conjugar tudo o que faço e mesmo com toda a vontade de partilha inevitavelmente o blog sofre (também) com a velocidade dos dias de hoje.

Gostaria de ser ainda mais honesta (com a consciência de que não devo escrever estas coisas num blog) tenho estado numa crise de mau-feitio que parece não ter fim. E desde ontem afónica (para delícia de muitas pessoas) ahahahahhahahah.

 

Bem… seguindo em frente.

 

Eu sei que é Natal, é suposto estarmos felizes e em comunhão uns com os outros, mesmo quando sentimos que existe tanta coisa errada à nossa volta. Seria desonesto escrever que ando com um sorriso escancarado na cara. Não ando. 

A maioria de nós somos os primeiros responsáveis pelo estado caótico disto tudo… e pior… tudo se queixa e ninguém faz nada para mudar. Porquê?

 

Estamos numa fase em que as palavras valem menos do que o antigo escudo, com a porcaria da manipulação diária de informação, onde o problema não reside (só) nas redes sociais. Já conheci de perto o perigo das TV´s e afins, mas parti sempre do principio que as pessoas ainda questionavam. Não. Estou errada. Engolem o que lhe és vendido, fazem julgamentos, promessas de duas semanas, tudo parece inevitável e, claro, algumas excelsas certezas irrefutáveis. 
Num processo em que já não é necessário sequer soprar na fogueira, porque a floresta já está totalmente em cinzas. Num ápice, diz-se e desdisse sem qualquer tipo de consequências ou responsabilidades… afinal até é boa pessoa porque partilhou um urso polar no Facebook… mas onde está o discernimento de cada um? Ficou perdido em que altura da vossa vida?
 Como diz uma amiga minha : “oh pá, a sério, (respira fundo)”.

 

Ah desculpem é Natal, lá volto eu.

 

Então porque é que os novos empreendedores são os que mais se esforçam para o desenvolvimento deste País criando novos postos de trabalho, e continua a ser praticada uma politica comercial desleal com as grandes superfícies a viverem no coração das melhoras zonas das cidades, e ainda não acabámos de montar as colecções e já estão “os outros” a fazer black´s semanais (algumas fraudulentas) e promoções em produtos (de qualidade duvidosa) e ao adquirir só se está a promover a pobreza do português. Financeira, cultural e até emocional? Quando vamos entender que comprar produtos Portugueses faria, por todos nós, mais do que foi feito até agora pela economia? E mais uma vez a publicidade. Os anunciantes das revistas, etc. E onde estão os que podiam combater isto? Somos todos nós!

 

 

Oh Deus, realmente não estou nos meus dias, mas pode ser só mais um desabafo?

 

 

A vida não é fácil para ninguém. Mas podem ser menos agressivos uns com os outros? (parece a carta para o Pai Natal). Se o calendário Pirelli cria um novo conceito e os 12 meses do ano são mulheres na sua maioria vestidas, dizem logo que a nova medida de beleza é pelo tamanho do cérebro?? Então tinham colocado TAC´s. 
E quem diz que estas são mais inteligentes e reais que as anteriores? Quem faz essa definição? Quem? Conhecem? As mulheres. E eu volto a dizer que são só pessoas. As anteriormente escolhidas e estas também, todas com as suas características únicas e que se destacam nas diferentes áreas, já agora e a Yoko Ono trouxe o quê para o mundo, para além do contributo obvio para o fim dos Beatles?? E acham mesmo que as imagens não têm pós-produção??

 

Estou quase tentada a falar do Trump, mas vou abdicar por objecção de consciência.

Para terminar: antes queixavam-se que não havia Ministério da Cultura, agora queixam-se que há Ministério da Cultura. Em que é que ficamos, se me é possível perguntar?

 

E agora vou fazer a árvore de Natal e postar as luzes às cores no FB e no Insta. (ehehehehheheh) 😉

 

Até amanhã,

 

Raquel

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