Ashes to Ashes Mr. Bowie

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Dias de dança.

Não sou pessimista, mas também não me tenho na conta de optimista. Acho que sou uma realista romântica, preocupada com a existência e com a noção de aprender, corrigir e melhorar. Preocupada com os dias e o caminho que vamos trilhando.

Adoro dançar, é para mim uma expressão de amor e liberdade, liberdade na acção e libertadora nas consequências. É verdade que alguns de nós teimam em não crescer e também é verdade que todos nós gostaríamos de fazer parte desse grupo, mas esta correria e inerentes responsabilidades não permitem.

Morreu David Bowie!

Uma das mais importantes referências da minha vida, a nível estético, musical, de liberdade, do respeito pela/s arte/s. Pelos inúmeros personagens e a simbologia inerente a cada um. Uma estrela nunca vai ser só uma estrela. Um raio tem outro significado para mim. A linguagem de uma geração.

Fui acometida por um pensamento severo, talvez dilatado e amplificado pela forma como foi, pelo seu próprio “Requiem”, mais uma vez com a sua particularidade: os timings, os movimentos, e as mensagens certas.

E parece que a nossa juventude acabou.

Não quero dançar “Lazarus” ou “Black Star”, quero dançar “Space Odity”, “Ashes to Ashes”, “Heroes”.

Eu sei que a imortalidade de Bowie é inquestionável, como a de Mercury, de Curtis e tantos outros. Também sei que eles deixam de morar aqui, de ter telefones, de fazer espectáculos… mas nós vamos continuar a ouvi-los enquanto não chegar, também, a nossa hora.

Este acontecimento surge apenas uns dias depois de completar mais um aniversário. Cronometrado. O tal tic tac tic tac. Estou triste e incomodada com ele. Ainda não comemorei o meu aniversário, mas já sei como o vou fazer…

Let´s Dance!!!

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