O menino Sírio Omran terá dito: “… quando morrer, vou contar a Deus o que vi…”

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EU SOU AO MEIO…
Acreditem meus caros, já vi coisas demais.
Perdi a Terra que me viu nascer, amigos de infância e de adolescência, enfim coisas que nenhum de nós devia perder!
Sou, quase sempre, tolerante. Tenho cada vez mais dificuldade em tolerar a intolerância. O erro é meu, mas a esse direito me consagro.
Imagens que me tocam, deviam tocar a todos, muitas vezes contra a minha vontade pessoal, o meu senso e ainda aquilo que vos quero transmitir… acontece quando uma imagem vale mais do que todas as palavras. Eu sei, é sempre assim, há um rastilho que nos fulmina, acontece.
Com cada uma dessas partilhas, quero sobretudo apelar a duas coisas, nenhuma prevalece sobre a outra, não há uma boa e outra má. São duas imposições a mim próprio e a quem quero junto de mim (não pensem que não pensei antes deste post, quem me conhece sabe que sou de rasgos… mas ao minuto, não espero mais de 24 horas para reagir!)
Esta imagem podia ser eu, podias ser tu… Ou um dos teus!
Resumindo…
Se houver nos meus amigos alguém que seja intolerante ao ponto de passar impune a estas imagens, que seja defensor de mentalidades cruéis, que ache que a morte ou sofrimento de qualquer ser vivo é algo que pode passar impune, que defenda que a diferença entre cada um de nós é razão de morte. Que seja fundamentalista em qualquer religião ou credo… agradeço que me retire de seu amigo e que me envie uma mensagem a dizer que o fez (só para eu reconhecer os que estão tão longe de mim, ou são simplesmente acéfalos).

Quanto à segunda… é só para dizer que temos a obrigação de fazer diferente, de sermos nós próprios, e que o ódio não pode ser maior que amor. São vocês a minha família, o meu alento, a minha esperança!!!
Eu…
Eu sou ao meio.
João Murillo

1 Comment
  1. Bom dia,

    Adorei o seu artigo! eu, também sou do meio, sem dúvida! conseguisse toda uma sociedade não estar “adormecida” a todos os atos horríveis praticados, teríamos um mundo de AMOR….porque ele também se aprende e é tão mais fácil de compreender, como de dar e nada há pior que a intolerância, porque ela sim, é sinal de ódio.

    atentamente,
    Ondina

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