Sobre o Salvador Sobral.

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Então é assim.

Tudo em exagero. Nunca acompanhei. Não vejo. Não vi o festival da Canção. Mas vi a Canção da Luísa Sobral e a actuação do seu irmão Salvador Sobral. Aproveito para referir, que não os conheço, não são meus amigos, e por isso, este meu texto é desprovido daquela atenção emocional/especial que sempre damos às pessoas que nos são próximas.
Por tudo o que consegui captar e entender, devíamos, todos, ter orgulho pela representação portuguesa que nos levou à final. Felizmente, e até finalmente, não festivaleira e na nossa língua.
Não entendo, mesmo, porque tem, tanta gente, que  ser tão exacerbada na crítica negativa e pouco construtiva, que na maioria das vezes, tem tão pouca consistência ? Não gosta. Muda de canal. Somos livres para o fazer.
Não gostar na primeira vez e repetir a dose… a sério? Para se ser saliente nas redes sociais? É isso?

As pessoas têm uma memória curta. Portugal está na moda pela intervenção de pessoas como o Salvador. Que nos tornam maiores em espectros que já são até demasiadamente politizados (no mau sentido). Foram várias as vitórias. Independentemente da apreciação de cada um. A “história não é minha é de todos nós.”
Só devemos agradecer que a nossa língua tenha quebrado mais algumas fronteiras.

Confesso que talvez seja eu que estou cansada de perspectivas tão reféns de uma pequenez que só nos consome e não permite crescer. Quando temos os “instrumentos” para que tal aconteça. Sou portuguesa com orgulho.

Todos temos direito a ter opinião. O que está a ser avaliado é a música. A interpretação tem o seu estilo próprio (que podemos ou não apreciar) mas o que me refiro para além deste enorme êxtase é críticas a tudo e literalmente até ao par de botas.

Reconhecimento Nacional sobre a importância da prestação é compreensível e justificável, já o resto só me parece mesquinho e mostra o pior de nós enquanto povo.
Mal comparado (porque na minha perspectiva nada é comparável) é como no desporto e a questão dos êxitos de Cristiano Ronaldo, parece que há sempre alguém que convive mal com isso. Os êxitos dos outros, mesmo quando eles os querem, e fazem-no, traduzir em nosso.

1 Comment
  1. Parabéns pela lucidez! É bom ver gente nova com convicções e a trabalharem fora das “máquinas” e “Lobys” preestabelecidos. O País precisa de renovar a sua gente.

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