Será que é melhor, o calor, calar ou gerar conversação?

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Aviso que tenho escolhido o calor, mas vou, agora, falar sobre as outras.

Estive ausente das redes sociais. Realmente tem sido uma espécie de desintoxicação completa. Coisas da minha mente, uma terapia de pausa. Será reset?

Senti vontade de escrever sobre:

As capas da revista Cristina. O exagero de disparates, a jusante e a montante de todos os tipos de intolerância e até da estupidez . Oh se estive.

Sobre as críticas absurdas ao corpo da Sofia Ribeiro, haja senso na cabeça de quem devia ter algum sentido de responsabilidade.

Sobre as declarações do Gentil Martins, sim… Entre estes e outros temas, mais ou menos “polémicos”, que nos assaltaram nos últimos tempos. Nunca foi em vão que esta época sempre foi a “silly”.

Depois parei, e pensei. Raquel… tens que escolher, nem inocência, nem espectáculo.

Basta, sempre, um comentário tolo, uma brincadeira com alguma ironia. A mistura que é mal interpretada ou declarações retiradas de um contexto e tudo começa. Sou forçada a repetir, tudo!

Depois de ter lido as opiniões de várias pessoas, percebi que o rastilho é imediato. Em alguns casos são as “pessoas”, noutros alguém que quer destaque, ou que não tem predisposição para uma discussão civilizada sobre um assunto.

Como sempre, as surpresas foram pela positiva , já que a negatividade parece ser a norma.

As redes sociais ou a internet, que serviam anteriormente para unir as pessoas e (supostamente) para expressar livremente a nossa opinião, sem medos, passaram a ter uma outra função, e drasticamente.

Existe uma fiscalização. Existe e impera. Com pessoas dispostas a pegar em qualquer coisa para opinar, ou quase sempre algo pior que o alvitre.

 Aqui, coloco outra questão: as opiniões podem ser válidas, mas qual a fronteira onde se passa a invadir os direitos elementares dos outros?

 Do inapropriado, ao insulto e crítica voraz é um ápice, mais rápido do que os nossos dedos passeiam nas teclas. Uma forma de orientar frustrações e ódios, embrulhados em palavras em todas as plataformas, que se transformam em verdadeiros linchamentos virtuais. E aqui não há um pingo de piedade.

 Continuo sem medo, mas estas questões sociais, e esta irritabilidade constante da maioria das pessoas com uma censura “mascarada”, preocupa-me. E muito.

Sinceramente acho que se devia debater a liberdade de expressão e principalmente quais são os seus limites. Porque apesar das diferentes opiniões parece que a grande maioria esqueceu-se que os direitos são IGUAIS. E que o respeito pelo outro/os é essencial e imprescindível.

Por isso, e desta vez, adoptei o papel de mera observadora.

Dito isto, gostaria apenas de deixar duas simples reflexões:

  • Pode haver liberdade sem responsabilidade?… E na sequência desta, pode haver dignidade sem memória? 

 

 

Raquel

 

 

 

 

 

 

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