Gabrielle Chanel : o fascínio de uma mulher libertadora.

 

Todos temos conhecimento do que simboliza a Maison Chanel, na “elegância francesa”, e que essa elegância se eternizou à escala global.

Não há dúvida que Gabrielle merece um lugar nas figuras incontornáveis do pré-feminismo. Falar de Gabrielle Bonheur Chanel, renomeada Coco Chanel, como uma das melhores designers do mundo seria redutor: É também uma libertadora e a sua roupa é também um dialecto. E eu nem quero confundir com oposições ou ideias, mas sublimar a função simbólica, que é justamente reconhecida. Estamos a falar de uma voz ímpar.
Sobre o seu estilo… Personalizado ou contido, imposto ou livre, mas também sábio, inconformista, comprometido, procurado, desejado ou provocador: Todas as suas nuances, invariavelmente, se afirmaram desde sempre. E as revoluções começam assim.

A mulher veste-se livremente, hoje, graças à mulher que está por trás do mito. O atrevimento da igualdade entre homens e mulheres, onde Gabrielle experimenta primeiro em si: os polos, camisas e calças para as corridas de cavalos, chapéus sem penas, remove o espartilho, o tamanho das saias, o militar casaco de tweed com 4 bolsos, a boina de marinheiro, deixou os braços, as pernas, a cintura e o peito livres. Como consequência… também a “cabeça” se tornou liberta.

Quando fui convidada para representar a essência Gabrielle da Chanel, para a revista Máxima, só faria sentido neste enquadramento.

Na verdade só no início do século XX é que assistimos ao posicionamento da “nova mulher”, a transformação do corpo feminino mostrou-se em sintonia com sua nova representação, activa e independente.

“Eu já não sou o que era: devo ser o que me tornei.” Coco Chanel

 

Agradecimentos aos responsáveis pelo desafio e profissionalismo inerente: Chanel, Revista Máxima.

Imagem Frederico Martins

Produção Rui Ramos

Styling Paulo Macedo

Maquilhagem Cristina Gomes

Cabelos Miguel Viana

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