ModaLisboa N.50

O desfile Sangue Novo inaugurou a MODALISBOA N.50, com a apresentação das colecções de: Federico Cina, Rita Sá, Inês Nunes do Valle, Filipe Augusto, Opiar, Federico Protto, N’a Pas de Quoi, Isidro Paiva.

De todos, destacou-se FIlipe Augusto, designer da Régua, que já tinha sido premiado na edição anterior com o prémio FashionClash. Com uma coleção carregada de nostalgia e com claras referências às suas memórias de um Douro antigo, designou-a de forma apropriada como “Colheitas”. Foram apresentados dez coordenados com inspiração no Douro Vinhateiro fazendo dele o grande premiado do concurso!

Gonçalo Peixoto, jovem designer de 20 anos, já com marca própria, estreou-se em solo português nesta edição da moda Lisboa e apresentou uma coleção sporty com tons marcados pelas auroras boreais, num jogo de formas e assimetrias e contrastes entre matte e brilho.

Ricardo Preto apresentou este sábado na moda Lisboa a colecção “Self-Possession”, inspirada e em homenagem a todas as mulheres como suas musas. Uma elegante colecção de silhuetas clássicas e fluidas em tons de azul, verdes e vermelho.

Rita Sá voltou a estar presente nesta edição da Moda Lisboa na plataforma Sangue Novo devido à menção honrosa que recebeu na passada edição. Rita apresentou a colecção “Telhados de Vidro” que aborda o jogo das aparências e a necessidade de ostentação, bem como a consequente hipocrisia de quem tudo faz para aparentar ser alguém que não é e ter algo que não tem. Desde o primeiro até ao último coordenado, está representada uma gradação e acentuação do conceito apresentando um primeiro indivíduo que se mostra alheio a qualquer preocupação. Continuamente, cada indivíduo assume uma postura de superioridade em relação ao anterior mas com dificuldade para controlar a nova faceta que foram criando. Este conceito está representado através da adição e desconstrução de peças sempre em look total azul forte, tom que nos remete para as sacas plásticas e a sua descartabilidade.

 

David Ferreira apresentou a colecção “Grandma’s Girl”, que se inspirou na ideia de uma millenial que brinca e reinventa o guarda-roupa da sua avó e que por sua vez foi mais contida que as suas colecções anteriores. Materiais como pvc, pele de cordeiro da Mongólia, veludo, seda e lã em tons de bege, dourado, lilás e preto e aplicações de plumas e bordados brilhantes.

Nuno Gama encerrou a 50 edição da Moda Lisboa e apresentou a sua colecção num espectáculo em forma de intervenção social. O desfile começou com os tradicionais Caretos de Podence, de Macedo de Cavaleiros e terminou com uma homenagem a Zé Pedro, o guitarrista dos “Xutos e Pontapés” falecido a 30 de novembro, ao som do tema “Homem do Leme” interpretado por Xande. Durante o desfile, t-shirts com a frase “Não adoto este silêncio” contra as adopções ilegais da IURD.

 

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