Portugal Fashion

Quatro dias dedicados à moda; quase 40 desfiles. É difícil, no meio de tanto talento, conseguir destacar preferidos. Porém, há um dado óbvio que me dá imenso prazer falar hoje aqui: fazer diferente. Olhar para a produção nacional e ver a liberdade, a leveza com que se cria de raiz; a originalidade que nega o facilitismo das todas as influencias que chegam até nós por todas as vias.

Num apanhado geral, faço os meus destaques de cada um dos dias no Parque da Cidade do Porto.

Dia 22 de março

Joana Braga: Coleção Running on Louvre. Tons neutros, silhuetas oversized e uma descontração notável.

 

 

Nycole: Coleção Unknown, menswear, claramente inspirada na nova cena do hip hop londrino: camisas de baseball, casacos acolchoados e uma influência retro.

 

 

Dia 23 de março

Julio Torcato: Re/Wind – linhas retas, nylons, azul, laranja e bege. Uma linguagem urbana sofisticada, provocadora e com muita personalidade.

 

 

Carla Pontes: Contraste – de cor, de cortes, de materiais. Um sofisticado-urbano que faz querer que o inverno chegue mais cedo.

 

 

Miguel Vieira: Quem disse que o rock ‘n’ roll não podia ser elegante? Uma paleta de preto, verde azeitona e azul. Um rebelde clássico e despreocupado.

 

 

Hugo Costa: Punk is not dead! Cores fortes em jeito de manifesto. Reviver a revolução contracultura em 2018.

 

 

Dia 24 de março

Katty Xiomara: Afirmação. Uma linguagem muito própria, abstrata, com volume e silhuetas fortes.

 

 

Luís Onofre: Tamanha elegância! Com uma paleta a não fugir do preto e vermelho, o veludo e o pelo sobressaíram. Sóbrio e gracioso.

 

 

Diogo Miranda: Nunca deixa de me surpreender. Curvas enaltecidas, volumes, ombros, brilhos e uma figura independente. Que venha o inverno!

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