Podem os genes responsáveis pelo envelhecimento sofrer alterações com os cremes de rosto?

Um tema que gera controvérsia. Há muitos estudos, com resultados diferentes. Teorias que se contradizem e que nos fazem pensar.
Hoje deixo aqui uma delas, que li recentemente e que propõe uma narrativa mais subtil do que a sabedoria convencional sobre a imutabilidade do nosso ADN. E positiva!

O “epigenoma” é o nosso painel de controlo; como se fosse um programa de computador que regula o funcionamento dos genes, determinando qual deles é ativado ou desativado a qualquer momento. A ciência tem vindo a dar passos gigantes na área da genética, cancro e doenças auto-imunes e é na pele que podem estar muitas respostas.

Fatores como dieta, stress e exposição ao sol, podem afetar este nosso painel de controlo. Por exemplo: um gene que desempenha um papel ativo na produção de uma proteína crucial para a elasticidade da pele aos 20 anos, pode ter desligado aos 40. “É como um interruptor de luz”, afirma Sabita Saldanha, investigadora da Universidade de Alabama. “Se algo está a bloquear o interruptor, não se consegue acender a luz”.

É aqui que entra a epigenética – características de organismos unicelulares e multicelulares que são estáveis ao longo de diversas divisões celulares mas que não envolvem mudanças na sequência de ADN do organismo. Depois de testes e experiências no Salk Institute for Biological Studies, na Califórnia, percebeu-se que alterando a epigenética da pele, pode haver um grande efeito de rejuvenescimento.

A conclusão: há realmente cremes que podem retardar o aparecimento de rugas e envelhecimento da pele. Augustinus Bader, biólogo molecular e professor de Leipzig, diz que “é como se se tratasse de um comboio que sabe exactamente dos produtos que precisa a bordo e onde entregá-los”.

Afinal, a velhice pode estar mais longe do que pensamos 🙂

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