O fim dos editoriais recheados de Photoshop?

Algum dia tinha que acontecer. A forma como as mulheres reagem à publicidade está a mudar. A prova disso? O decréscimo nas vendas de algumas marcas e o valor dado às imagens nas redes sociais – cada vez mais se rejeita o Photoshop, que nada mais é do que uma distorção da realidade.

O que vê aqui? Uns lábios. E o que é que todas as pessoas têm que é do mais natural possível no corpo humano? Pelos. No corpo todo. Pelos que nos protegem e que, graças à fantasia criada por marcas e “influenciadores”, passaram a ser um pesadelo, impossível de tolerar em qualquer fotografia, em qualquer campanha. A verdade é esta: toda a gente os tem. Aceitar o nosso corpo como ele é, é imperativo.

No mês passado, a MAC Cosmetics partilhou esta fotografia no seu Instagram. Choveram aplausos. O conceito de perfeição, que não existe, não traz consigo sentimentos como a depressão, angustia, ansiedade. Nada de bom.

A Dove, por exemplo, foi outra das marcas a desconcertar esta ideia de perfeição. As mulheres não têm todas a mesma forma, a mesma estatura, a mesma cor, o mesmo tamanho. E essa fórmula faz sentido.

 

 

Celebridades como Kardashians não vieram ajudar. São moldadas por cirurgias mas adoradas por uma legião de adolescentes que crescem a querer ser iguais. Crescem com os filtros de Instagram e Snapchat que diminuem os tamanhos dos narizes, limpam a pele e aumentam lábios. O espelho não faz isso. O espelho mostra quem são, bonitas todas à sua maneira. Sem imperfeições, com ADN.

Estamos a mudar. E ainda bem.

No Comments Yet

Leave a Reply

Your email address will not be published.